Grupo de Estudos Joaquim Nabuco – Ano IV

O G.E. Joaquim Nabuco reúne pessoas comprometidas com a defesa das instituições tradicionais, das liberdades autênticas, do livre mercado e da pessoa humana, sob inspiração católica.

Erotização e gravidez precoce

“A iniciação sexual precoce, o abuso sexual e a prostituição infantil são, de fato, o resultado da cultura da promiscuidade que está aí”

Por Carlos Alberto di Franco.

O leitor é o melhor termômetro para medir a temperatura do cidadão comum. Tomar o seu pulso equivale a uma pesquisa qualitativa informal. Em recentes artigos tratei da crise da família. Recebi muitos e-mails, sem dúvida uma sugestiva amostragem de opinião pública, sobretudo considerando o rico mosaico etário, profissional e social dos remetentes.

Escreva algo, sublinhavam alguns dos e-mails que recebi, a respeito da desorientação da juventude. Meu artigo de hoje, caro leitor, foi pautado por você. Tomarei como gancho um dado objetivo e preocupante. Adolescentes deram à luz 431 mil bebês em 2016, o equivalente a 21% dos nascimentos no ano no Brasil. A gravidez precoce é hoje no Brasil a maior causa da evasão escolar entre garotas de 10 a 17 anos.

A gravidez precoce realmente está se tornando um grande problema na educação. Crianças condenadas a não estudar. Horizonte cruel. Futuro triste. Mas dramaticamente coerente com um país em que o ministro mais importante não é o da Educação ou da Saúde, mas o da Fazenda.

A culpa não é só do entretenimento permissivo ou da TV, que, frequentemente, apresenta bons programas. É de todos nós – governantes, formadores de opinião e pais de família-, que, num exercício de anticidadania, aceitamos que o País seja definido mundo afora como o paraíso do sexo fácil, barato, descartável. É triste, para não dizer trágico, ver o Brasil ser citado como um oásis excitante para os turistas que querem satisfazer suas taras e fantasias sexuais com crianças e adolescentes.

O governo, assustado com o crescimento da gravidez precoce e com o crescente descaso dos usuários da camisinha, investe pesadamente nas campanhas em defesa do preservativo. A estratégia não funciona. E não funcionará. Afinal, milhões de reais já foram gastos num inglório combate aos efeitos. A raiz do problema, independentemente da irritação que eu possa despertar em certas falanges politicamente corretas, está na onda de baixaria e vulgaridade que tomou conta do ambiente nacional.

Se quisermos um entretenimento de qualidade precisamos separar o exercício da liberdade de expressão da prática do entretenimento mundo-cão. Há uma liberdade de mercado que produz um mercado da liberdade. De resto, mesmo que exista uma demanda de vulgaridade e perversão, deve-se aceder a ela?
Suponhamos que exista um público interessado em abuso sexual de crianças, assassinatos ao vivo, violência desse tipo. Nem por isso a TV deveria ter programas especializados em pedofilia e assassinatos. O mercado não é um juiz inapelável. Não se deve atuar à margem dele, mas não se pode sobrevalorizá-lo.A iniciação sexual precoce, o abuso sexual e a prostituição infantil são, de fato, o resultado da cultura da promiscuidade que está aí.

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2 comentários em “Erotização e gravidez precoce

  1. Leonardo Melanino
    20 20America/Belem abril 20America/Belem 2017

    Além destes assuntos citados neste artigo, existem outras pragas mundiais, como namoros precoces, períngralas (puberdades femininas) ou sintrêmalos (puberdades masculinas) precoces, menarcas ou honcádimos precoces e assim sucessivamente. Não adianta combatermos as sexualizações precoces se não combatermos as afetivizações precoces, como afagos, amplexos, cócegas, euquímanos e ósculos. Também existem outras coisas precoces maléficas, como antrébulas (climatérios femininos) ou opsêndalos (climatérios masculinos), aposentadorias, hongrésamos ou menopausas, labores e assim sucessivamente. E outras precoces benéficas, como alfabetizações, diagnósticos, talentos, tratamentos e assim sucessivamente. E outras demais precoces, como alvoradas, Carnavais, ocasos, Páscoas, Quintas-Feiras do Corpo de Cristo (Cristossomos) e assim sucessivamente.

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  2. Leonardo Melanino
    8 08America/Belem junho 08America/Belem 2017

    Estes neologismos, como “antrébula” (climatério feminino), “honcádimo” (equivalente masculino da menarca, também chamado de “andrarca”), “hongrésamo” (equivalente masculino da menopausa, também chamado de “andropausa”), “opsêndalo” (climatério masculino), “períngrala” (puberdade feminina) e “sintrêmalo” (puberdade masculina) são de minha autoria. Seus adjetivos correspondentes são “antrebúlico”, “honcadímico” (“andrárquico”), “hongresâmico” (“andropáusico”), “opsendálico”, “peringrálico” e “sintremálico”. Os adjetivos correspondentes à menarca e à menopausa são “menárquico” e “menopáusico”.

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