Grupo de Estudos Joaquim Nabuco – Ano IV

O G.E. Joaquim Nabuco reúne pessoas comprometidas com a defesa das instituições tradicionais, das liberdades autênticas, do livre mercado e da pessoa humana, sob inspiração católica.

Porque Lady Gaga não elegeu Hillary Clinton

lady-gagaA destruição da alta cultura, e a noção de que os artistas de hoje não passam de produtos de consumo ou de bobos da corte, também pode nos dar outra pista da razão pela qual a quantidade absurda de celebridades e artistas que davam suporte à Clinton, não se refletiu na urnas.

Por Guilherme Schneider.

A vitória de Donald Trump hoje provou, também, que a dissonância cada vez maior entre a denominada “elite intelectual” e os anseios do cidadão comum se refletiram nas urnas mais uma vez. Sim, o cidadão comum, que tem de acordar no mesmo horário pela manhã durante a semana, trabalhar, pagar contas e impostos, aluguel, etc… o cidadão que vive no mundo real, e não no mundo de fantasia de Hollywood, nos jatos de milhões de dólares, ou nos restaurantes 3 estrelas Michelin de Manhattan.

Lady Gaga em sua hipocrisia, por exemplo, enquanto participou de debates com o Dalai Lama falando sobre como as pessoas “não podem deixar o ódio ganhar” ou “aceitar que nos separem”, engajou-se justamente na campanha da candidata que mais promovia a segregação, e separação das pessoas entre classes e raças, chegando a chamar os eleitores do adversário de “deploráveis”.

A destruição da alta cultura, e a noção de que os artistas de hoje não passam de produtos de consumo ou de bobos da corte, também pode nos dar outra pista da razão pela qual a quantidade absurda de celebridades e artistas que davam suporte à Clinton, não se refletiu na urnas. Eles simplesmente já não detém autoridade moral alguma para ditar ao homem comum como ele deve pensar ou se comportar, e isso é um excelente sinal.

Situação similar pôde ser vista no Reino Unido durante toda a campanha e após o resultado do Brexit. Celebridades, grandes corporações e ícones do negócio como Richard Branson e Lord Sugar foram expostos à exaustão pela campanha de permanência do Reino Unido na União Européia. Eu mesmo, cheguei a receber em casa duas cartas, uma assinada por Branson, e outra por Sugar, com conteúdo bastante similar, dizendo que o Brexit seria “ruim para a economia, e para as grandes empresas”. Mas e o que é bom para o cidadão comum? O que era importante para o país? O resultado da votação refletiu isso.

Tanto o resultado do Brexit, quanto a eleição de Trump, aterroriza o establishment, aterroriza a classe artística, e a mídia, por mostrar essa dissonância, por mostrar que a mídia tradicional não consegue mais trabalhar com a imparcialidade que as pessoas anseiam que ela tenha. Ao não encontrar isso, as pessoas cada vez mais recorrem à mídia independente. Esse processo vem acontecendo já há algum tempo, mas a mídia segue insistentemente ignorando os sinais e, por conta disso, agonizam.

Aterroriza a classe artística porque, a destruição da alta cultura que eles mesmos promoveram, nos fez ver toda a sua superficialidade. A opinião de Katy Perry sobre temas realmente importantes como o destino de um país, jamais será levada a sério porque temos uma janela diária e direta à sua vida fútil, super exposta pela mídia tradicional, assim como conhecemos a imbecilidade promovida por suas músicas.

Trump ganhou porque ele não falou do alto de um pedestal, e sua mensagem ressonou justamente com o cidadão comum, que está cansado de receber instruções de cima, enquanto é diariamente enforcado em contas, impostos e, pouco ou nada recebe de volta. No caso dos americanos, além de tudo isso, ainda foram ofendidos e chamados de deploráveis, e ignorantes, tanto pela candidata democrata quanto pelo Presidente Obama, além de toda sua legião de bobos da corte.

Por conta dos últimos resultados, esses mesmos jornalistas e artistas agora questionam a democracia, mas estamos mostrando que a democracia está, felizmente, mais viva do que nunca. Estamos exercendo o nosso direito de sermos livres, de relembrar o belo e discordar da destruição de nossos valores, de nossa cultura. De discordar de sermos separados, classificados em castas, raças, gêneros.

Estamos, pouco a pouco, recuperando o controle.

Anúncios

2 comentários em “Porque Lady Gaga não elegeu Hillary Clinton

  1. Pingback: Porque Lady Gaga não elegeu Hillary Clinton | Diários da Liberdade

  2. Leonardo Melanino
    10 10America/Belem novembro 10America/Belem 2016

    Espero que o presidenciável eleito Donald Trump aja, a partir do ano posterior, prioritariamente, no combate a todas as redes terroristas, buscando apoio das Forças Armadas de todos os países do Mundo. É necessário que a Humanidade ajude a OTAN e todas as FAs nos desmantelamentos de todas estas redes terroristas, como as prisões dos integrantes rendidos para que eles sejam julgados pelo Tribunal Penal Internacional e condenados por ele e assim sucessivamente. Também espero que Trump mantenha uma boa relação exterior com os outros países, para que a Ordem Mundial fique preservada, dialogando com eles, mediante diplomacias, embaixadas e assim sucessivamente.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 10 10America/Belem novembro 10America/Belem 2016 por em Atualidade, Cultura, Entretenimento, Internacional, Política e marcado , , , , , , , .
%d blogueiros gostam disto: