Grupo de Estudos Joaquim Nabuco – Ano IV

O G.E. Joaquim Nabuco reúne pessoas comprometidas com a defesa das instituições tradicionais, das liberdades autênticas, do livre mercado e da pessoa humana, sob inspiração católica.

Ascensão e queda dos impérios – o autêntico conservador

plinio correa de oliveiraPor Plínio Corrêa de Oliveira.

“Conservar na grandeza, fazer com que esta ainda tenha mais ascensão pela acentuação das grandezas espiritual e intelectual, da presença contínua dos grandes ideais, esse é o trabalho difícil àqueles a quem a Providência incumbe de conservar os grandes impérios”

Um espírito superficial poderia por-se o problema: dada a extraordinária solidez dos Estados Unidos, do ponto de vista econômico, que quer dizer “conservar” nesse país? Dá a impressão de que conservantismo nos Estados Unidos não tem razão de ser, ao menos do ponto de vista internacional. Do ponto de vista interno poder-se-ia alegar que os Estados Unidos não têm um movimento comunista definido, que não são sacudidos por grandes convulsões sociais, que vivem na condição de Estado de maior prosperidade do mundo. E, portanto, que o conservantismo ali também não tem razão de ser.

Mas como seria frívola e infundada uma objeção desta natureza! A História dos grandes Estados obedece a uma constante inelutável: povos nascem, os poderes nascem, firmam-se com esforços que a História celebra, conservam-se com maior ou menor duração, e depois, entram em declínio. E, por fim, tudo cai dentro da poeira da História. E assim, a poeira áurea da História está cheia de restos de tantos poderes que se foram sucedendo. Se de um lado parecia que conservar é inútil, porque tais poderes se desfazem, de outro lado dir-se-iam também que é muito útil. E sobretudo o é, se se considerar a natureza do esforço conservador dos Estados quando chegam no seu período ascensional do que quando chega ao seu ápice. No seu período ascensional, ele é trabalhado por energias que o levantam, que têm élan, que têm desejos de fazer, desejos de construir. Dir-se-ia que povos, sonolentos há séculos, levantam-se e entram dentro da História e afirmam, de repente, o seu poder. Sobem e projetam-se como Estados de primeira ordem no cenário internacional. Mas, depois de um longo desejo de ação e de luta, os Estados são sujeitos às tentações e às delícias do repouso. E é exatamente com essa tentação que a decadência dos Estados começa. A despreocupação, a fruição de uma ordem de coisas que parece não apresentar maiores problemas, o gozo do prestígio internacional, tudo isso são fatores que levam à distensão. A preguiça leva ao horror do esforço, leva ao horror do perigo, leva à decadência. E ao cabo de algum tempo, temos um povo que – sendo brilhante, há duas ou três gerações – vai caminhando para o seu ocaso. Esse povo que teve quem o levantasse, não teve quem o conservasse.

Conservar na grandeza, fazer com que esta ainda tenha mais ascensão pela acentuação das grandezas espiritual e intelectual, da presença contínua dos grandes ideais, esse é o trabalho difícil àqueles a quem a Providencia incumbe de conservar os grandes impérios.

Há diferentes modos de conceber a grandeza. Se considerarmos uma árvore, ela vive de recuperar, a todo momento, aquilo que ela perde. Enquanto ela cresce, vai tirando do solo os elementos para crescer ainda mais. E quando ela para de crescer, vai tirando do solo os elementos para a sua duração, de maneira que ela constitui uma torre vegetal, por assim dizer, de grande altura e significação.

Eu me lembro aqui das sequoias norte-americanas, árvores impressionantes por sua altura e por seu diâmetro. Tirando do solo, longamente, todo o necessário para viver, e depois, para resistir aos fatores de degradação, elas constituem um belo símbolo daquilo que é a verdadeira conservação.

Ora, é esse o trabalho que o movimento conservador faz. Ele, na tormenta contemporânea que varre todos os Estados, está voltado continuamente para afirmar a grandeza moral, espiritual dos Estados Unidos. E por esse meio, propiciar força especial também à grandeza política e militar, que faz com que esse país seja hoje o maior baluarte – na ordem temporal – de todo o Ocidente contra o comunismo.

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Publicado às 25 25America/Belem novembro 25America/Belem 2015 por em Conservadorismo, Plínio Corrêa de Oliveira, Política e marcado , , .
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