Grupo de Estudos Joaquim Nabuco – Ano IV

O G.E. Joaquim Nabuco reúne pessoas comprometidas com a defesa das instituições tradicionais, das liberdades autênticas, do livre mercado e da pessoa humana, sob inspiração católica.

Conservadores também têm coração

ed feulnerPor Ed Feulner.

Ser conservador numa cultura politicamente correta nunca foi fácil. Se você é um político tentando explicar um slogan controverso ou um eleitor tentando defender seu ponto de vista sobre um tema que afeta os seus colegas de trabalho, então,  ou você desenvolve uma casca grossa- ou aprende a manter a calma.

Infelizmente, você se acostuma a ter seus argumentos impugnados por pessoas que afirmam que ninguém acreditaria no que você defende. Você deve ter algum motivo escuso, certo? Diga, p. ex., que precisamos de menos regulamentação e logo será acusado de ser financiado por alguma empresa. Defenda mais investimentos nas Forças Armadas e será chamado de belicista.

É um velho truque, criado claramente para evitar que o acusador tenha de provar o que diz. E isso geralmente funciona. […] Não é à toa que a expressão “conservador civilizado” entrou no léxico político. O caráter passivo desse rótulo é compreensível, mas pense: essa pecha só faz sentido se você admitir que os conservadores normalmente não têm compaixão.

Sim, alguns deles não têm (há pessoas más em ambos os lados), mas apenas a análise mais superficial poderia concluir que o conservadorismo atrai somente aqueles que não se importam com os demais cidadãos. Na verdade, as soluções conservadoras geralmente nascem de um desejo sincero de ajudar as pessoas.

Pense na reforma previdenciária. Se você critica um enorme programa de governo que distribui bolsas indiscriminadamente, seus adversários dirão que você odeia os pobres. Ao contrário: se você se importa com seu próximo, sabe que torná-lo um mero beneficiário da previdência rouba-lhe a dignidade e condena seus filhos a um ciclo de pobreza. Assegurar que a previdência seja um verdadeiro auxílio e não uma prisão é que é, de fato, compaixão.

O problema é que muitos conservadores não conseguem pautar suas teses dessa maneira. Como Arthur Brooks, presidente do American Enterprise Institute, escreve em seu livro mais recente, “The Conservative Heart”, nós precisamos de um novo enfoque:

“O único modo certo de colocar as coisas é os conservadores mostrarem que se importam com as pessoas e oferecer uma nova visão para o país”, afirma. “Essa nova visão deve ser guiada pelo otimismo de oportunidade. […] Ela deve aproveitar as ferramentas do empreendedorismo privado, o conhecimento do valor do trabalho duro, e ecoar a clareza moral do Bom Samaritano”.

Brooks apresenta-nos pessoas que ilustram muito bem o que acontece quando o governo age sem limitações. Veja Jestina Clayton. Quando ela migrou de Serra Leoa para Utah, decidiu correr atrás do seu “sonho americano”, começando um negócio especializado em penteados de estilo africano.

Jessica faz penteados desde os cinco anos de idade e seu trabalho logo estava lhe rendendo um salário. Então, alguém disse-lhe que era ilegal fazer aquilo sem possuir um licenciamento em cosmetologia, o que levaria duas mil horas de aulas a um custo de dezesseis mil dólares. E tudo isso para ela aprender algo que já sabe fazer.

Depois de muito esforço e uma decisão judicial favorável, Jestina conseguiu seu final feliz (um juiz federal decidiu que aquela exigência, que excede as das outras profissões, não era razoável). Mas, como Brooks notou, ela foi uma sortuda.

“Milhões de americanos sem o dinamismo, determinação – e a ajuda de um advogado –  têm poucas chances de crescer na América”, escreve. “Atualmente, tudo o que lhes é oferecido são promessas de que o governo irá aumentar a taxação dos ricos e fazer uma grande redistribuição. Mas isso nunca vai ajudar um americano pobre a sair da miséria, achar um trabalho melhor e conseguir uma educação de qualidade – deixe-o começar um negócio sozinho”.

Como conservadores, sabemos que nossas políticas ajudam a oferecer oportunidades para todos. Mas não podemos presumir que os outros sabem disso. É hora de ter “coração” – e assegurar que os demais saibam.

 

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