Grupo de Estudos Joaquim Nabuco – Ano IV

O G.E. Joaquim Nabuco reúne pessoas comprometidas com a defesa das instituições tradicionais, das liberdades autênticas, do livre mercado e da pessoa humana, sob inspiração católica.

A esquerda, a violência e a liberação das drogas

8265752413_8f5d0caf21Por Itamar Flávio da Silveira.
Os programas de televisão estão sempre tratando de temas como liberação das drogas e violência. Invariavelmente, no grupo de debatedores prevalece a hegemonia dos esquerdistas que conta com militantes preparados para debochar de todos os argumentos mais ortodoxos a respeito desses assuntos. A violência é sempre tratada como um problema causado pela desigualdade social: a riqueza em contraste com a pobreza atiçaria o ímpeto dos jovens pobres que, em busca de conforto, cairiam nas garras do crime. Tanto os debatedores quanto o apresentador sempre apontam para a necessidade de maior intervenção estatal, como obras públicas, atividades sociais e penas alternativas para equacionar o problema. O grande público não tem informações suficientes para perceber que tudo não passa de uma estratégia de marketing da militância esquerdista que luta em favor de uma nova sociedade, que não seja a capitalista baseada nos valores judaico-cristãos.
Quando se trata da questão das drogas, os esquerdistas se empenham bravamente em defesa da total liberalização. Curiosamente, muitos dos que defendem a descriminalização não fazem uso de entorpecentes e nem fumam cigarro convencional. Muitas pessoas ficam se perguntando por que eles são tão empenhados em defender a descriminalização das drogas? Nessa condição, eles parecem estar acima de qualquer suspeita e isso lhes confere a credibilidade de quem está se norteando puramente pela racionalidade.
Seria um amor a liberdade de escolhas das pessoas? Não. Obviamente, não. Os comunistas (que hoje não querem ser tratados por esse rótulo) querem mesmo é acabar com todas as liberdades dos indivíduos e, em seu lugar, estabelecer as “justas” normas do Partido. Em meio à desinformação que espalham, de propósito, eles acabam formando opinião pública favorável ao pleito da liberalização. Subjacente a um discurso pretensamente racional (de que a livre comercialização e o livre uso das drogas reduziria a criminalidade e deixaria de incentivar o consumo) está uma estratégia macabra. Está o desejo de destruição da sociedade, que passaria primeiramente pela destruição de milhares de vidas humanas, para, por fim, estabelecer a sociedade dos iguais. Delírio total!
Os militantes esquerdistas também debatem a solução para a violência de uma forma que induz o público a acreditar que eles estão de fato apresentando propostas “modernas”, com o intuito de solucionar o problema, quando na verdade eles apostam na violência como etapa da luta, como meio de degradação da sociedade capitalista. A violência é um meio para se chegar a um fim.
O escritor norte americano David Horowitz, em seu livro de autobiográfica O Filho Radical, relata com detalhes a atuação dos intelectuais da Nova Esquerda durante as décadas de 1960 e 1970, nos Estados Unidos e nos mais diversos países do mundo, onde deram apoio moral e intelectual às lutas dos comunistas. Ele foi fundador da Nova Esquerda e militante nas manifestações que sacudiram as universidades americanas. Horowitz faz algumas confissões muito interessantes sobre o incentivo do uso de drogas e sobre o uso da violência como uma etapa da luta comunista. Para os radicais, as atividades fora da lei do partido Panteras Negras eram vistas como meio de promover a destruição da sociedade e dos valores tradicionais.
Citando Norman Mayler, David Horowitz escreve que muitos dos seus pares viam os criminosos psicopatas como rebeldes sem causa, como revolucionários a frente de seu tempo. “O psicopata mata (…) por necessidade de manifestar a sua violência, pois se não puder liberar todo o seu ódio, não poderá amar. (…) Evidentemente, pode-se pensar que dois marginais fortes e jovens não precisam de muita coragem para arrebentar a cabeça do balconista da confeitaria. (…) Ainda assim, um pouco de coragem é necessário porque eles não estão matando apenas um velho fraco, estão matando toda uma instituição também. Estão invadindo a propriedade privada, estão começando uma nova relação com a polícia (…)”.
Horowitz complementa o argumento dos radicais afirmando que “Foi exatamente esse sentimento que inspirou Tom Hayden quando ele falou em ‘partir as cabeças dos outros para transformá-las em revolucionários’ que inspirou os líderes da SDS quando promoveram o uso de drogas com o objetivo de transformar os jovens de classe média em marginais e depois em radicais, que inspirou Bernardine Dohrn quando elevou a quadrilha de assassinos de Manson ao status de mitos radicais’’. Observem que há uma decisão deliberada de destruir pessoas, de tirar-lhes o norte moral tradicional para que, descontrolados pelo vício, possam se entregar à causa revolucionária.
Quando nos deparamos com a política do prefeito Fernando Haddad, a distribuir o “bolsa crack” e custear as estadias dos viciados nos hotéis da cidade de São Paulo, podemos achar que se trata de uma política equivocada. Na verdade não há nenhum equívoco, não há nenhum erro. Trata-se de uma estratégia revolucionária deliberada de destruir vidas para construir a “nova sociedade”. É uma estratégia macabra, desumana e cruel. Mas, em princípio, não difere das estratégias usadas pelos comunistas nas outras partes do mundo.
Para os esquerdistas o que importa é a Causa, é o Devir, é a Nova Sociedade que surgirá depois da destruição da sociedade capitalista, que eles julgam tão injusta. Foi com essa convicção que os membros da Nova Esquerda Americana abraçaram a bandeira do partido Panteras Negras no movimento contra a guerra do Vietnam com o slogan “Traga a guerra para casa”. As lideranças do movimento contra a guerra do Vietnam não tinham nada de pacifista, nada de Paz e Amor. Estavam apenas usando de uma estratégia de luta contra os valores da sociedade americana. Trazer “os meninos de volta” era trazer a guerra para casa (guerra civil) e permitir que os comunistas avançassem no Vietnam. A guerra até não ocorreu nos Estados Unidos, como desejavam os radicais, mas toda a Indochina foi devorada pelos comunistas que mataram milhões de pessoas e até hoje não retiraram suas patas da região.
Muitos podem ter dificuldade em compreender a preocupação sistemática que a esquerda tem pelos marginais. Mas, aprofundando um pouco na questão podemos ver que não há nada de incoerente. Os esquerdistas querem a revolução e sabem que os marginais são fundamentais no processo de desintegração da sociedade, por isso elaboram leis que permitem que eles possam escapar das punições. Se compararmos os marginais comuns com a luta dos comunistas vamos perceber que fundamentalmente não existem diferenças no caráter da brutalidade. A diferença está no fato dos marginais comuns serem varejistas, que necessitam de praticar crimes constantemente para garantir o “fluxo do caixa”, enquanto os comunistas pretendem ser ladrões atacadistas, que tomarão a população inteira como cativa.

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Um comentário em “A esquerda, a violência e a liberação das drogas

  1. Sérgio Lopes
    20 20America/Belem outubro 20America/Belem 2017

    Quem dera o sr. entendesse porque Deus chama estes nossos dias de era laodiceiana.

    Curtir

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Publicado às 14 14America/Belem outubro 14America/Belem 2015 por em Atualidade, Itamar Flávio da Silveira, Política, Socialismo e marcado , , , .
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