Grupo de Estudos Joaquim Nabuco – Ano IV

O G.E. Joaquim Nabuco reúne pessoas comprometidas com a defesa das instituições tradicionais, das liberdades autênticas, do livre mercado e da pessoa humana, sob inspiração católica.

A ilusão do trabalho feminino

Mulher-japonesa-no-Período-MeijiPor Laíza Helena

“É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem. Somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta”. (Simone de Beauvoir)

A insistente busca em igualar homens e mulheres é resultado da intensa doutrinação que foi, desde outrora, difundida. A “Independência Concreta”, citada por Simone de Beauvoir era conquistada através do trabalho. Porém qual a real vantagem em deixar de ser submissa ao marido para trabalhar durante horas para um sujeito que mal conhece e em troca de apenas um salário?

O primeiro aspecto relevante é: HOMENS e MULHERES são diferentes. Enquanto a mulher normalmente possui maior sensibilidade e é mais atenciosa, o homem é um ser mais racional, frio e forte. A mulher pode sim desenvolver a agressividade própria do homem, mas isso implica na renúncia do cuidado, da doação que lhe é própria. A mulher acaba deixando de ser mulher.

Felicidade para essas novas – e sempre prontas – mulheres tem se tornado sinônimo de sucesso profissional, autossuficiência e uma busca por uma “beleza” que sequer existe. Entretanto, como disse Camille Paglia, dissidente do feminismo ortodoxo dos anos 60 em entrevista para Veja em 2014, “achar que as mulheres profissionalmente bem-sucedidas são o ponto máximo da raça humana é ridículo. Vejo tantas delas sem filhos porque acreditaram que podiam ter tudo: ser bem-sucedidas e mães aos 40 anos. Minha geração inteira deu de cara com a parede. Quando chegarmos aos 70, 80 anos, acredito que a felicidade não estará com as ricas e poderosas, mas com as mulheres de classe média que conseguiram produzir grandes famílias”.

Essa mania de opressão e de “independência concreta” feminina está de tal forma embutida na maneira de pensar que ser dona de casa e cuidar “só” dos filhos beira a insanidade. Como diz Mary Pride, estadunidense, ex-feminista radical e autora do livro “De volta ao Lar”, “com tudo o que andam falando sobre liberação hoje em dia, as mulheres não estão conseguindo perceber que a esposa que trabalha no lar é a única mulher que realmente tem liberdade! Ela é sua própria chefe durante as mesmas nove ou dez horas do dia em que outras mulheres estão fazendo o que seus superiores ordenam. Ela pode organizar seus próprios horários, tomar conta de seu próprio orçamento e se vestir como quer, sem ter de cumprir normas de empresas. A esposa que trabalha no lar tem, até certo ponto, liberdade para fazer o que deseja, ao passo que a esposa que trabalha fora mal consegue ler um livro durante as horas de trabalho. Em vez do ambiente frio e formal do escritório, a trabalhadora do lar serve seus ‘clientes’ diretamente e diariamente ela recebe tangíveis recompensas por seu trabalho (‘ Humm! Este bolo está delicioso, mamãe!’)”.

Paralelo a persistência em jornadas cada vez mais longas de trabalho, as crianças estão cada vez mais cedo e por mais tempo nas escolas. O dever de educar já não é mais compreendido como dos pais, mas dos chamados educadores que, salvas exceções, regurgitam doutrinações e “valores” que melhor seriam caracterizadas como aberrações. Assim, percebe-se que na mesma proporção que mulheres deixam de exercer suas substanciais tarefas para se dedicar a outras funções, a família é cerrada do seio da sociedade contemporânea

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Publicado às 9 09America/Belem setembro 09America/Belem 2015 por em Civilização, Feminismo, História, Humanidade, Trabalho e marcado , , .
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