Grupo de Estudos Joaquim Nabuco – Ano IV

O G.E. Joaquim Nabuco reúne pessoas comprometidas com a defesa das instituições tradicionais, das liberdades autênticas, do livre mercado e da pessoa humana, sob inspiração católica.

Igreja e Estado

4451_7_4911bfa9d3416Por José Pedro Galvão de Souza.

A Sociedade civil tem um fim temporal. Os homens nela reunidos, através das famílias e de outros grupos que a compõem, procuram os bens de que carecem, mediante um esforço comum coordenado pela autoridade que a governa.

Esse mesmos homens têm um fim sobrenatural. Acham-se de passagem neste mundo. Peregrinos em demanda da Eternidade, conforme o seu viver terreno receberão a eterna recompensa ou o castigo eterno.

A graça de Deus permite-nos vencer a nossa própria natureza, que, em consequência da queda dos nossos primeiros pais, se tornou rebelde e inclinada para o mal. Essa vitória sobre o “eu”, sobre o homem velho do pecado, que está em cada um de nós, significa o vivermos a vida do homem novo pela graça de Cristo Redentor. É, pois, uma vitória sobre a natureza corrompida pelo pecado; é a elevação do homem, alcançando a sua perfeição, pela união com Deus, a cuja imagem e semelhança ele foi criado.

A ordem da graça é infinitamente superior à ordem natural dos sentidos (vida corporal) ou à da inteligência.

O naturalismo dos nossos dias quer reduzir a vida humana a estas ordens inferiores. Daí provém, na organização das sociedades políticas, a concepção do Estado leigo ou secularizado, que fecha os olhos ao fim sobrenatural do homem.

O Estado tem um fim precipuamente temporal, que, por isso mesmo, se subordina ao fim superior e último do homem. Cabe-lhe, pois, proporcionar a todos condições de ordem temporal que não prejudiquem, mas antes favoreçam o bem espiritual.

Daí as relações entre a sociedade política e a sociedade religiosa ou a Igreja.

*Excerto do livro SOUSA, J. P. Galvão. Iniciação à teoria do estado : roteiro de princípios. São Paulo: J. Bushatsky, 1967. Pág. [37]-38

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Um comentário em “Igreja e Estado

  1. Leonardo Melanino
    20 20America/Belem agosto 20America/Belem 2015

    Concordo com quase tudo neste texto, pois como Cidadão Constitucional, sou totalmente contra Estados Confessionais, da mesma forma que sou contra Estados Ateus ou Pagãos, pois eles violam as liberdades religiosas, desde que elas não atentem contra os verdadeiros direitos humanos, defendidas pelo Ilustríssimo Senhor Constitucionalista Rui Barbosa. Estados são instituições temporais, compostas pelos Executivos, pelos Legislativos e pelos Judiciários, e, portanto, devem ser separadas de todas as religiões, incluindo os Ateísmos, as Maçonarias e os Paganismos. Pregar o Evangelho não é cristianizar as mundanidades, nem paganizar as sacralidades, mas pregar as obras divinas (amores, salvações e outras) e combater as diabólicas (criminalidades, mudanças climáticas e outras). Então, nunca deixemos de lutar pelos nossos verdadeiros DHs constitucionais, enquanto estivermos vivos, pois sem eles, sequer existiremos perante as Sociedades Nacionais.

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Publicado às 19 19America/Belem agosto 19America/Belem 2015 por em Direito, Estado, José Pedro Galvão de Souza, Moral, Política, Religião e marcado , , , , .
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