Grupo de Estudos Joaquim Nabuco – Ano IV

O G.E. Joaquim Nabuco reúne pessoas comprometidas com a defesa das instituições tradicionais, das liberdades autênticas, do livre mercado e da pessoa humana, sob inspiração católica.

Você sabe o que a escola do seu filho quer ensinar a ele?

8265752413_8f5d0caf21Por Itamar Flávio da Silveira.

Aos nossos olhos, as escolas estão mais para corporações com poucas funções positivas. Pelos fundamentos filosóficos das escolas nos parece que elas servem mais aos propósitos revolucionários de destruição.

No Brasil, assim como nos outros países, existe uma crença na Educação. Para tanto é gasto 18% do Orçamento da União, e 25% dos orçamentos dos estados e municípios o que somados correspondem a 5% do PIB do Brasil. Além disso, o novo Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pela Presidência da República prevê a elevação dos gastos em Educação para 10% do PIB brasileiro nos próximos 10 anos. Isto significa que os gastos em educação pública, no país, vão duplicar dentro de uma década.

Olhando rapidamente para este prognóstico a notícia parece alvissareira. Afinal, vamos dar mais ênfase a Educação. Como todos têm a noção de que a Educação é a chave para o desenvolvimento ninguém, em sã consciência, poderá ser contra a melhoria das nossas escolas, ao incremento dos salários dos professores e da abundância de material didática para o ensino fundamental e médio. Com mais dinheiro poderemos ter também muito mais vagas nas universidades públicas para os filhos dos pobres realizarem o sonho familiar do diploma universitário. Neste discurso caiu até o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). No horário eleitoral gratuito, Dias destacava seu empenho na aprovação do novo Plano Nacional de Educação. Que maravilha! Tudo poderia seria interessante se pelo menos o objetivo da educação brasileira fosse promover o desenvolvimento. Mas, definitivamente, não o é!
Para elucidar a tese que quero demostrar cito um trecho dos Fundamentos Filosóficos do Projeto Político Pedagógico do Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal da cidade de Maringá. Veja que primor:
“Ao iniciar a construção do projeto político pedagógico do Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal, nos deparamos com pertinentes questões que, a nosso ver, precisam ser esclarecidas para que o resultado final do mesmo tenha coerência com a realidade contemporânea, a saber: em qual realidade sócio econômica a escola esta inserida? Qual a nossa concepção de homem? Qual o papel da escola diante desta realidade social e deste homem atual? Para elucidarmos essas questões nos apoiaremos na filosofia de Herbert Marcuse, que por sua vez se apoia em um outro pensador alemão denominado Karl Marx. Antes de qualquer coisa, devemos nos lembrar que vivemos em uma sociedade capitalista, sociedade esta, amplamente e brilhantemente analisada por Marx. Por isso, lançaremos mão de alguns conceitos marxistas para entendermos a sociedade atual. Como por exemplo, os conceitos de mais-valia, de mercadoria e de trabalho alienado.”
(http://www.mgagastaovidigal.seed.pr.gov.br/redeescola/escolas/19/1530/26/arquivos/File/ppp(1).pdf)
Pois é, pais! A boa escola pública que seu filho frequenta em Maringá tem como balizadores teóricos os filósofos Herbert Marcuse e Karl Marx. Sabe o que isto significa? Certamente a maioria não entendeu nada. Realmente não é uma tarefa fácil. Requer certo treino, necessita ser um iniciado na leitura marxista e na Escola de Frankfurt para entender o que aquele palavreado complexo quer efetivamente dizer.
Quanto ao Marcuse, suas obras – Eros e Civilização, entre outras – não tem a pretensão de corrigir a dicotomia epistemológica existente entre teoria e prática, como alguns professores tentam mostrar. Ao lado de outros pensadores da Escola de Frankfurt, Marcuse elabora a chamada Teoria Crítica, com a qual pretendia a destruição de todos os valores e instituições da moralidade judaica cristã. Acreditavam que tudo que existia na sociedade capitalista era ruim. Teria, então, que ser destruído porque o mal, sendo destruído, geraria o bem .
O trecho citado acima é a base filosófica que deve orientar todos os atos da escola e nortear a educação naquele estabelecimento de ensino. Se a educação for implementada como prevê a filosofia da escola, os conteúdos devem estar sempre voltados para a destruição da sociedade e da própria escola como aparelho reprodutor dos valores burgueses. É isto mesmo! Se seu filho passou pela escola e não se tornou um revolucionário é porque a escola não lhe ensinou direito. Mas não reclame! Se Marcuse tivesse sido aplicado direitinho as próprias instituições de nossa sociedade como a família, o cristianismo e a moral teriam sido eliminadas completamente.
Precisamos refletir sobre o papel que as escolas públicas ocupam hoje na formação das pessoas. Será que elas ainda constituem o local de transmissão do saber? Aos nossos olhos, as escolas estão mais para corporações com poucas funções positivas. Pelos fundamentos filosóficos das escolas nos parece que elas servem mais aos propósitos revolucionários de destruição.

Fonte: HayekBrasil

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Publicado às 20 20America/Belem novembro 20America/Belem 2014 por em Atualidade, Brasil, Educação, Itamar Flávio da Silveira, Moral e marcado , , , .
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