Grupo de Estudos Joaquim Nabuco – Ano IV

O G.E. Joaquim Nabuco reúne pessoas comprometidas com a defesa das instituições tradicionais, das liberdades autênticas, do livre mercado e da pessoa humana, sob inspiração católica.

Servidões da liberdade: o despudor compulsório

images1Por Sidney Silveira.

O pudor é a barreira psíquica natural que equilibra os impulsos orgânicos relativos ao sexo, a ponto de evitar que a libido se torne a nota distintiva da personalidade humana, com anômala prevalência sobre todas as demais.

Violentar o pudor de maneira pública, visceral e coletiva, identificando a liberdade humana com alguns apetites sexuais anabolizados por meio de propaganda ideológica ostensiva, foi o modo eficaz — encontrado por engenheiros sociais — de pulverizar o resquício de senso comum das sociedades contemporâneas.

Falemos o português das chanchadas: a antediluviana “sacanagem” perdeu definitivamente o trono para os tipos violentamente telúricos de sabotagem sexual, ou melhor: de SABOTAGEM DA INTELIGÊNCIA por meio duma noção abstrusa de liberdade aplicada ao sexo.**

O pudor é a barreira psíquica natural que equilibra os impulsos orgânicos relativos ao sexo, a ponto de evitar que a libido se torne a nota distintiva da personalidade humana, com anômala prevalência sobre todas as demais. Por este motivo, transformar a sexualidade numa espécie de insolência política, a pretexto de defesa da “liberdade”, é a engrenagem da gigantesca máquina de fabricar gente estúpida encontrada pela indústria cultural de que falava o filósofo alemão Adorno (personagem da filosofia do século XX a quem sou insuspeitíssimo de citar).

Tratava-se, no caso do conceito de Adorno, do fim da chamada “cultura de massas” e do conseguinte estabelecimento duma indústria dita cultural formadora de indivíduos incapazes de deliberar — com grau mínimo de consciência — acerca de suas próprias vidas.

Em síntese: robôs!

Seja como for, “pensar” com o clitóris, com a glande intumescida ou então com os músculos da ampola retal não torna ninguém mais livre —, pois a “ratio” da liberdade não está nos apetites sensitivos, mas reside justamente nas potências superiores da psique humana capazes de lhes dizer “não”, quando necessário.

Para desgosto de estupradores, pedófilos e outras subespécies de tarados praticantes, mais ou menos doidões.

Neste contexto, remeto os leitores a um artigo do Contra Impugnantes intitulado Hedonismo Totalitário. Ali se faz alusão ao pudor (aidos) na rica concepção aristotélica: http://contraimpugnantes.blogspot.com.br/2012/09/hedonismo-totalitario.html

O despudor compulsório, hoje praticado por jovens pré-moldados para dizer “amém” aos ideólogos da vez e a publicitários oportunistas, é o libelo ostensivamente irracional com que o mundo anticristão revolve as paixões irrefreáveis pelas quais naufraga.

Fonte: Contra Impugnantes

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Publicado às 9 09America/Belem outubro 09America/Belem 2014 por em Civilização, Feminismo, Humanidade, Indivíduo, Moral, Sidney Silveira e marcado , , , , , , , .
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