Grupo de Estudos Joaquim Nabuco – Ano IV

O G.E. Joaquim Nabuco reúne pessoas comprometidas com a defesa das instituições tradicionais, das liberdades autênticas, do livre mercado e da pessoa humana, sob inspiração católica.

A lógica do coletivismo

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Por Francisco Razzo

Um fenômeno trágico assola meu bairro aqui da Cidade de Sorocaba: diários assaltos a residências. Os números são impressionantes para qualquer cultura que se pretenda civilizada.

Não precisamos participar de uma guerra para vivenciá-la. De uns anos para cá invadir casas e matar pessoas tornaram-se práticas corriqueiras. E o descaso político impressiona mais ainda.

O que é pior para a difusão da violência do que ser tolerável com ela, tratá-la como uma “realidade”? A violência não pode ser tolerada como realidade! Isso não é contraditório, já que nem tudo é digno de ser tolerável. O Bem, a Beleza e a Justiça são realmente difíceis.

Há inúmeras explicações para esse fenômeno dos assaltos e da gratuidade da violência. Talvez uma das mais absurdas e insuperáveis seja a insistência ideológica da mentalidade coletivista que prescreve a ideia de que não existe propriedade privada. Foram anos de difusão desse “sistema ideológico”. O que é dos outros é de todos, portanto a vida humana já não é mais de ninguém. O niilismo social tem raízes bem mais complexas.
A insistência na lógica do condicionamento social também revela a face absurda dos intelectuais de esquerda: “fulano rouba e mata porque não teve oportunidades”. Criminosos são tratados como as únicas vítimas aceitáveis. Famílias estão desesperadas, estão sendo massacradas diariamente. Você sai pra trabalhar com medo, você sai pra comprar pão com medo, você sai pra levar o cachorro pra passear com medo, você sai pra jogar dominó na praça com medo.

A “rua” tornou-se o símbolo não mais da comunidade, mas da total desintegração social. As famílias já não possuem estruturas de autoproteção, pois já não vivem mais a experiência da ordem de comunidade. Um pai de família fica à mercê de um bandido como fica à mercê de um raio cair na sua cabeça. Com a diferença de que a chance de um raio cair na cabeça é bem menor do que alguém invadir tua casa e simplesmente tomar tuas coisas; e deve torcer pra que o bandido seja “gente boa” e não leve a vida dos teus filhos.

O determinismo sociológico dos intelectuais de esquerda retrocederam o processo civilizatório em milênios. Explicar as causas sociológicas para o fato de isso acontecer não resolve o problema imediato – e único que realmente interessa – de uma mãe ou de um pai desesperados por terem perdido o filho em uma ação estúpida e covarde, mas “justificada” por uma massa de “intelectuais”.

Política sempre foi uma área prática e normativa enquanto sociologia apenas descritiva. Reduziram a resolução desse seríssimo problema existencial ao mero dado sociológico e descritivo das estatísticas. Pessoas estão morrendo a fim de satisfazer não apenas o desejo desordenado de um criminoso, mas o desejo perverso desses reducionistas. Afinal, o que é a família de um burguês morto senão o próprio processo de instauração de regime coletivista (regido, claro, pelo terror)?

Mas diferente do intelectual que simplesmente “explica” ao “descrever as causas” desse fenômeno, quem deve responder pelas terríveis escolhas são os criminosos. O primeiro passo da instauração da injustiça é negar o postulado da liberdade de consciência e do reconhecimento de que a vida do outro é um limite intransponível.

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Publicado às 26 26America/Belem junho 26America/Belem 2014 por em Coletivismo, Conservadorismo, Democracia, Francisco Razzo, Indivíduo, Política e marcado , , , , , , .
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