Grupo de Estudos Joaquim Nabuco – Ano IV

O G.E. Joaquim Nabuco reúne pessoas comprometidas com a defesa das instituições tradicionais, das liberdades autênticas, do livre mercado e da pessoa humana, sob inspiração católica.

A tolice da taxação das grandes fortunas

 

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Por Itamar Flávio da Silveira

Algum tempo atrás o bilionário americano, Warren Buffett, concedeu uma entrevista afirmando que apoiava o plano do presidente Barak Obama de aumentar a tributação sobre as grandes fortunas, como forma de equilibrar o caixa do Estado. A medida possibilitaria ao governo continuar com sua política intervencionista e de distribuição de renda. Argumentava o arqui-bilionário, de 84 anos, que ele e muito outros super-ricos éticos não se incomodariam em pagar mais impostos para o país ter estabilidade econômica.

O pronunciamento de Warren Buffett teve grade repercussão na imprensa mundial e, inclusive, na cabocla imprensa brasileira. Os eufóricos comentaristas, que via-de-regra são de esquerda, destacavam que a proposta política de taxação das grandes fortunas está correta e que consequentemente algo análogo pode ser implantado no Brasil. Se até o bilionário estava defendendo tal medida, a oposição republicana estava de pirraça com Obama e contrariava os interesses da Nação.
Vamos aos fatos, sem nos preocupar com o discurso hegemônico de crítica ao capitalismo. Pensemos o caso do próprio Warren Buffett que iniciou suas atividades como vendedor de jornal e se tornou um dos homens mais ricos do mundo: está demonstrado que dinheiro na suas mãos se multiplica. É um hiper-empreendedor com tino para negócios. Na multiplicação de sua riqueza ele gerou milhares de empregos, possibilitou que pessoas melhorassem concretamente o nível de vida e com seus investimentos em ações propiciou o desenvolvimento de muitos produtos e serviços, tornando a vida de todos mais confortável e mais decente.
O que pode significar, por exemplo, repassar mais dinheiro dos mega-ricos para o governo Obama? Significa tirar recursos das mãos daqueles que tem capacidade de multiplicar a riqueza para repassá-los para um governo perdulário, gastador e populista: é um desestímulo à economia. Logo significa que o governo Americano aumentará sua intervenção na economia e terá mais recursos para dar prosseguimento em suas políticas insustentáveis.
Onde está efetivamente o problema? A ignorância douta que instrui os formadores de opinião é socialista e não sabe o que é riqueza. Nossos formadores de opinião são titulados, mas são contaminados pelas tolas lições de Karl Marx. Acreditam que a solução dos problemas da sociedade reside em tirar dos ricos para dar aos pobres, quando, na verdade, a melhor forma de melhorar a vida dos pobres é deixar a fortuna nas mãos dos ricos. Deixe que os próprios ricos repassem parte de sua riqueza através do consumo, pagando impostos.
Mas por que defender que a fortuna dos ricos não sejam taxadas? Porque os pobres precisam deixar de serem pobres e isto só é possível com o impulsionamento do capitalismo. Parece petulante de minha parte, mas é preciso dizer que nossos formadores de opinião não sabem o que é riqueza. Eles não entendem, por exemplo, que a fortuna do rico não fica armazenada no cofre e nem dorme embaixo do colchão. A fortuna está aplicada em imóveis, em empresas e ações de laboratórios de pesquisas médicas espalhados pelo mundo. Tais investimentos estão gerando riqueza para toda a sociedade e o seus rendimentos se transformará em novos investimentos, que por seu turno criará novos empregos, produzirá novos bens, serviços e medicamentos. Enfim melhorará a qualidade de vida de toda a população, mas melhorará principalmente a vida dos mais pobres.
Aumentar a riqueza mundial significa que a vida será mais confortável, que poderá haver medicamentos eficazes para o tratamento de doenças neuro-degenerativas como o Mal de Alzheimer, por exemplo. Espero que os “humanistas” de hoje não abortem esta possibilidade para o amanhã. Deixar que as fortunas fiquem nas mãos de indivíduos hábeis para os negócios permite, para citar um exemplo, que os portadores de Alzheimer possam viver por muitos anos sem hábitos antissociais e anti-higiênicos como o de guardar cocô no bolso.

Fonte: Instituto Hayek Brasil

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Publicado às 24 24America/Belem junho 24America/Belem 2014 por em Economia, Itamar Flávio da Silveira, Liberdade, Livre Mercado, Propriedade, Tributação e marcado , , , , .
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